Mercado brasileiro de TI deve crescer 13% em 2007
Veículo: IT Web
Data: 28/11/2006

Consultoria IDC Brasil acredita no aumento de negócios nas áreas de VoIP, segurança e governança, entre outras

Em 2007, o mercado de tecnologia da informação deve acompanhar crescimento de 13%, sobre os US$ 16,7 bilhões movimentados neste ano, segundo aponta Mauro Perez, diretor de pesquisas da IDC Brasil.

O avanço, entretanto, deve ficar abaixo dos 15% observados neste ano, segundo o especialista, em função de fatores globais. “Isso de dá pela própria curva de amadurecimento do mercado, que começa a alcançar mais estabilidade, além de uma prévia de desaceleração da economia mundial”, justifica Perez, ao citar a elevação do preço do dólar como outro fator que contribui para tais projeções.

Entre os principais destaques esperados para o ano, o analista acredita na manutenção dos segmentos de segurança e VoIP como os mais quentes para o período. “As vendas de licença de software de segurança devem aumentar 20% em relação aos US$ 145 milhões negociados neste ano”, acredita o consultor, ao lembrar que o setor ocupa a posição mais cobiçada pela cadeia de distribuição no país, há três anos.

Para garantir lucro nesta área, contudo, Perez salienta a necessidade de inovação nas ações. “O segredo, para quem quer sobressair no negócio, é apostar em nichos alternativos, como auditoria, por exemplo”, alerta.

Para ele, o tiro certeiro mira a área de redes, já que envolve projetos de upgrade e da própria segurança. “Além disso, muitos aplicativos estão indo para a rede, o que garante um mercado farto”, aconselha o consultor, ao elencar ainda governança de TI, terceirização de impressão e a área de integração como setores de grande visibilidade para 2007.

Já na seara de tendências que ainda devem demorar para decolar, Perez cita a SOA (Arquitetura Orientada a Serviços). Segundo ele, o conceito ainda está em fase de testes e deve emplacar no país por volta de 2008 ou 2009. “Mesmo no exterior essa tecnologia está sendo testada pelas companhias, o que reflete atraso ainda maior para a região brasileira”.

No que se refere à divisão de negócios entre hardware, software e serviços, Perez afirma que, em 2006, 43% do volume negociado estiveram relacionados à venda de hardware, enquanto 42% corresponderam a serviços e outros 15% representaram negócios baseados em software. Para o próximo período, estima o especialista, vê-se um disparo da área de serviços, principalmente em função das baixas margens de lucro alcançadas com a venda de produtos.

Haline Mayra é repórter do Reseller Web e da revista CRN.

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