
Existe um verdadeiro exército de agentes mal intencionados aguardando para dar um golpe nos distraídos.
Nesta quarta e última parte desta série de artigos, falaremos com mais detalhes das diversas modalidades de ataques que não necessitam modificar o terminal do usuário para que seja concretizado.
- Envenenamento de DNS: Este ataque consiste em “envenenar” servidores de DNS de grandes provedores com entradas falsas (Wikipedia, 2010), fazendo com que estes resolvam os nomes para endereços de IP falsos de forma que a dificuldade deste ataque está em vencer as medidas defensivas implementadas pelos grandes provedores de rede sobre sua infraestrutura.
Realizar o envenenamento dos servidores de DNS de uma provedor de serviços pode ser uma tarefa bastante complexa e de difícil realização por parte de qualquer fraudador, no entanto, uma vez realizado o ataque, será muito difícil até mesmo para usuários experientes detectar que algo está errado.
Como o problema afeta a infraestrutura de rede na qual o terminal está conectado é muito improvável que os antivírus ou antitrojans (não direcionados a proteção do site atacado), sejam capazes de detectar o problema.
- Hotspots maliciosos: Este tipo de ataque consiste em montar um hotspot para oferecer conexões de internet “gratuíta” às possíveis vítimas. Uma vez que o atacante possui controle sobre os gateways e sobre os servidores de DNS, todas as configurações de rede para os terminais por DHCP e todos os demais recursos de infraestrutura, fica bastante simples executar ataques de redirecionamento, não havendo necessidade de infecção do terminal ou de qualquer infraestrutura considerada pública. Basta convencer a vitima a utilizar o hotspot.
Com a popularização dos hotspots comerciais e domésticos, torna-se fácil convencer os desavisados a utilizar esta infraestrutura . A implementação deste ataque é bastante simples, bastando encontrar um local com vitimas em potencial, preparar um roteador wireless com acesso livre e ter um servidor para instalar os servidores de DNS e um roteador.
É importante frisar que mesmo os mais sofisticados mecanismos de proteção como certificação digital, biometria, teclados virtuais, cartelas de senhas, entre outros métodos podem não ser não são suficientes para proteger os usuários contra os ataques de spoofing, pois os mecanismos de ataque podem contornar os mecanismos de proteção existentes.
O Combate aos ataques de spoofing exige um conjunto de medidas de proteção diferentes que precisam atuar em conjunto, alertando usuários e instituições atacadas bem como as autoridades competentes. As soluções precisar rodar em diversos tipos de navegadores e sistemas operacionais, necessitando ser constantemente atualizadas para comportar os novos tipos de ataque que surgem diariamente.
É isso. Espero que tenham gostado.




